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“Sou anarcocapitalista”, diz hacker que assumiu invasão do site de Prefeitura

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O hacker afirma não ter ligação com nenhum grupo ou partido político
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O hacker afirma não ter ligação com nenhum grupo ou partido político


O site da prefeitura de Belo Horizonte (MG) foi  invadido pela segunda vez nesta quarta-feira (9) e o perfil do Twitter Tak3 (@tak3z00) assumiu pela rede social as duas invasões ocorridas nesta semana. A primeira ocorreu na terça-feira (8) das 12h00 às 12h40.


Durante o ataque ao site, ele usou o endereço eletrônico da repartição pública para criticar o prefeito da cidade, Alexandre Kalil (PSB) e sua gestão da pandemia do novo coronavírus.  

Por mensagens diretas no Twitter, o hacker, que não quis se identificar, afirmou que não é ligado a nenhum grupo de comerciantes ou políticos. Porém, ele usou a invasão para criticar o fechamento do comércio na capital mineira. 

“Suas ações como gestor serviram para destruir a economia. Os empresários de Belo Horizonte te amaldiçoam”, dizia a mensagem do invasor.

Confira:

O ataque foi repetido no início da tarde desta quarta-feira (9)
reprodução / Twitter

O ataque foi repetido no início da tarde desta quarta-feira (9)


Em entrevista coletiva na prefeitura de BH nesta quarta-feira (9), Kalil disse:

“Não tenho medo de imprensa, não tenho medo de hacker, não tenho medo de ameaça. Não tenho medo nem de hacker, nem de pressão, nem de buzina. Isso não me amedronta. O que eu peço é que Deus abençoe esses cientistas e que as vacinas cheguem com mais velocidade”.


A Polícia Civil e a Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel) iniciaram uma investigação para identificar a autoria do ataque no mesmo dia.

O hacker ainda afirma ser parte de uma organização maior e que planeja outros ataques a governos que adotaram medidas de restrição ao comércio. Leia a entrevista na íntegra:

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Você é associado a algum grupo político ou de outros hackers?

Não sou associado a nenhum grupo político, sou membro do grupo NDAmazonas (Noias do Amazonas) que não tem opinião política.

Qual a motivação da invasão do site da prefeitura de BH?

Considero o Kalil um verme, minha revolta não se limita somente a ele, mas a qualquer político que tenha colocado em prática o lockdown, como o João Dória, Witzel, etc.

O fechamento dos comércios como medida restritiva para o coronavírus é algo desumano e tolo a se fazer, milhares de empreendedores faliram e milhares de pessoas vão morrer de fome decorrente das ações dos governadores citados.

A invasão do site da prefeitura de BH foi uma ação particular? Ou o NDAmazonas tem uma agenda maior?

A NDAmazonas (no caso minha equipe) vem sendo responsável por diversas invasões, geralmente não temos um alvo em particular, mas Belo Horizonte foi sim, um alvo particular, tenho forte desprezo pelas ações do prefeito Kalil e decidi fazer isso.

Você tem ligação com alguma associação de comerciantes ou empresários?

Não.

Vocês planejam invadir os sites das outras prefeituras/governos que fecharam os comércios? Tem mais algum alvo em mira?

Planejamos sim, não irei revelar qual em específico.

As invasões são iniciativa própria dos hackers? Ou há algum tipo de hierarquia?

As invasões foram iniciativa minha, não tenho nenhum mandante. Aos que estão dizendo que tenho um mandante político, gostaria de deixar claro que desprezo qualquer tipo de político.

É difícil invadir os sites das repartições públicas? Nas invasões de alguns órgãos de Brasília nas eleições de 2020, o grupo responsável afirmou que se tratava de um “aviso” às falhas de segurança dos sites.

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Não, a maioria dos alvos são extremamente fáceis.

Você é o criador da NDAmazonas?

Não, sou um dos membros, o criador é o Sanninja.

São quantos membros no total?

Atualmente é apenas eu e o Sanninja.

Como você avalia a gestão do Governo Federal da pandemia?

Desumana, milhares de empreendedores que lutaram por anos sofrendo nas mãos do estado e que mesmo assim construíram seus negócios faliram durante a pandemia pela péssima gestão estatal. Eu considero qualquer governo desumano, Bolsonaro, Lula, Ciro, todos eles são vermes que vivem a partir de impostos, roubos.  Eu sou anarcocapitalista.

Você ressaltou a “superioridade paulista” na invasão do site da prefeitura. Você é paulista ou mora em São Paulo? Ou no Amazonas?

Bom, a suposta superioridade paulista não passa de uma piada, apenas um meme, nem paulista sou, peço que não levem a sério hahaha, os supostos comentários preconceituosos feitos foram direcionados a amigos meu, um meme também. E prefiro não revelar o estado em que resido

O prefeito Alexandre Kalil reagiu à invasão. O que você responderia a ele?

Eu falaria que ele não é nada mais do que alguém que vive as custas do povo que sofre diariamente pagando impostos, que o dinheiro usado pra alimentar ele e custear suas caras viagens é fruto de roubo e que ele constantemente destrói a vida de qualquer um que não viva de roubo igual ele.

A polícia civil iniciou uma investigação para descobrir a autoria da invasão. O que você acha disso?

Acho que eles deveriam se preocupar em investigar crimes de verdade. O que eu fiz não causou dano algum a ninguém, no máximo ocasionou na indisponibilidade do sistema.

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Aplicativo feminino de traição alcança 150 mil usuários no Brasil

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Aplicativo de traição bomba no Brasil
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Aplicativo de traição bomba no Brasil

Pensado por mulheres e feito também para elas, o app Gleeden é o primeiro site voltado para encontros entre pessoas casadas. Segundo a plataforma, a experiência é para quem “esteja procurando uma aventura extraconjugal perto de casa ou um amante a milhares de quilômetros para suas viagens.”

O app , chamado Gleeden, surgiu em 2009, na França, e já está presente em vários países, como Espanha, Itália, México e, recentemente, Brasil. De acordo com o site Universa, do UOL, a plataforma já reúne 7 milhões de perfis cadastrados pelo mundo e, dentre esses, 150 mil são de brasileiros.

O site promete segurança , liberdade e anonimato, tanto que a maioria das contas não possuem fotos – ou apenas partes do corpo – e os nomes, geralmente, são fakes. O app não aceita apenas pessoas casadas, bem como não apenas mulheres, no entanto, nas informações do perfil é obrigatório informar seu status de relacionamento e, no caso dos homens, é necessário comprar créditos para usar o serviço. Para mulheres, o app é totalmente gratuito.

Dentro do programa, as mulheres decidem tudo, inclusive, avaliam homens com like ou dislike. Existe também um tipo de “Botão de Pânico” ou “Saída de emergência”, que aciona o modo alerta e sai do app rapidamente, redirecionando a usuária ao Google .

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Por que elas traem?

De acordo com uma pesquisa feita pelo próprio site do Gleeden em março deste ano, 27% do público feminino aponta o sexo como principal impulso para entrar no aplicativo e 34% das usuárias responderam que trair os companheiros as deixa mais “felizes e vivas.” Mesmo o app tendo sido feito para mulheres, elas ainda ocupam uma pequena porcentagem de cadastros no site. Em entrevista a Universa, a psicóloga e sexóloga Sandra Vasques atrela isso ao machismo.

“A traição feminina é vista de um jeito diferente da masculina. Se um homem quando trai, falam: ‘Ah, é normal, é coisa do gênero, não conseguiu ser fiel’. Já a mulher quando trai ela é chamada de promíscua, dizem que ela não dá valor para a família, que ela é fraca”, explicou a especialista.

A psicóloga ainda acrescenta que “tanto um homem quanto uma mulher que traem podem ser mais felizes depois do ato. [Mas] se a pessoa está em dúvida ou tem medo, pode ser que não. A traição não é uma passagem nem para a felicidade nem para a infelicidade, vai depender dos valores e das escolhas de quem está traindo. Caso ter um relacionamento extraconjugal vai de encontro aos desejos dela, e aquilo não fere nenhum julgamento moral, a resposta é positiva”. Contudo, assumir um relacionamento e garantir fidelidade a uma pessoa é algo importante e que deve ser respeitado, bem como a vida emocional do parceiro.

“Se você fez um compromisso com a pessoa de que vai ser fiel, você assumiu uma responsabilidade que a princípio devia ser cumprida. Quando você se dá conta de que não quer mais ser monogâmico, acho que é legal tocar no assunto com seu parceiro”, orienta a sexóloga, que ressalta a opção de “abrir o relacionamento”. Muitos casais optam pelo relacionamento aberto para evitar conflitos vindos de traições, mas nem todos estão preparados para a experiência, que requer maturidade e consentimento entre o casal.

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