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Ataques de hackers em jogos crescem 34%; saiba como se proteger

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Hackers usam jogos como isca
Unsplash/Chris Yang

Hackers usam jogos como isca

Os jogos online têm se tornado ainda mais populares durante a pandemia de Covid-19 , o que tem atraído a atenção de cibercriminosos. Entre abril e março deste ano, cresceu em 34% os ataques cibernéticos direcionados a jogadores, afirma um levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky, divulgado nesta terça-feira (20).

Em 2020, os ciberataques usando jogos como tema bateram recorde em novembro, quando quase 2,5 milhões de golpes foram identificados. O número caiu com o passar dos meses e voltou a subir em abril, quando 1,1 milhão de fraudes foram identificadas pela empresa.

De acordo com o relatório, o jogo mais usado como isca tanto em 2020 quanto em 2021 foi Minecraft . Além dele, os games  Counter Strike: Global Offensive e Dota também têm aparecido bastante nas fraudes.

Geralmente, sites falsos se passam pelos jogos para fazer com que os gamers baixem trojans , sistema malicioso que pode controlar o computador da vítima, roubando dados e até dinheiro.

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“Há muitos jogadores online no mundo – cerca de 3 bilhões – e jogar é uma ótima maneira de relaxar no dia a dia. Naturalmente, isso significa que os cibercriminosos continuarão interessados no setor. No entanto, os jogadores ainda podem desfrutar com segurança do jogo. Eles só precisam seguir as melhores práticas básicas da cibersegurança”, afirma Maria Namestnikova, chefe da Equipe Global de Investigação e Análise da Kaspersky.

Como se proteger de golpes que envolvem jogos

Confira as dicas dos especialistas para jogar de forma segura na internet:

  • Use senhas fortes e autenticação de dois fatores nas suas contas em sites de jogos;
  • Desconfie de cópias piratas de jogos ou trapaças, já que são as iscas favoritas dos hackers;
  • Sempre compre jogos em plataformas oficiais. Na dúvida, vá direto ao site oficial ao invés de clicar em promoções;
  • Cuidados com promoções recebidas por e-mail, redes sociais ou mensagens;
  • Evite clicar em links recebidos em chats de jogos, e sempre verifique o endereço antes de informar qualquer dado pessoal ou de login;
  • Utilize um bom antivírus em todos os seus dispositivos e o mantenha sempre atualizado.
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Foguete soviético de 48 anos cai sobre o Pacífico

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Mapa da queda do foguete soviético
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Mapa da queda do foguete soviético

O corpo de um foguete descartado no espaço há 48 anos reentrou na atmosfera na noite da última sexta-feira (23), provavelmente sobre o Oceano Pacífico . O objeto era o segundo estágio do foguete soviético Kosmos-3M, que foi lançado em 26 de dezembro de 1973 a partir do Cosmódromo de Plesetsk. O foguete colocou em órbita o satélite DS-U2-GKA (ou Aureole-2), que tinha como objetivos investigar a atmosfera superior da Terra em latitudes elevadas e estudar a natureza das auroras polares.

As últimas previsões divulgadas horas antes da reentrada, previam que ela deveria ocorrer aproximadamente às 15:55 (horário de Brasília) sobre o Ártico. Entretanto, os últimos parâmetros orbitais calculados a partir de uma observação do objeto feita às 15h13 desta sexta, indicam que sua reentrada ocorreu pela noite, por volta das 19h10.

O Comando Estratégico dos Estados Unidos (USStratCom) normalmente divulga uma nota indicando o local de queda dos objetos mais perigosos. Eles controlam satélites capazes de identificar as assinaturas de calor produzidas pela reentrada de objetos em órbita. Mas nesse caso, como o SL-8 R/B não oferecia grande risco, não houve acompanhamento da USStratCom e eles não divulgaram, e provavelmente não divulgarão, essa nota. Com isso, a data e o local exatos da reentrada devem permanecer desconhecidos.

Reentrada não oferecia riscos

Quando lançado, o segundo estágio do Kosmos-3M tinha mais de 20 toneladas, mas depois de queimar e drenar seu combustível, ele ficou com “apenas” 1,4 toneladas de massa. É uma peça cilíndrica com 6 metros de comprimento e 2,4 metros de diâmetro.

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Entretanto, graças à enorme velocidade em que a reentrada ocorre, cerca de 28 mil km/h, a atmosfera terrestre funciona como um escudo, desintegrando quase que completamente o objeto. Durante o processo de reentrada, os gases atmosféricos são aquecidos e ionizados, gerando uma enorme bola de fogo que pode ser vista a centenas de quilômetros de distância. O calor é tão elevado que vaporiza completamente até 80% do objeto. O pouco que sobra, é fragmentado e freado pela resistência do ar, e chega à superfície praticamente inofensivo.

Apenas os componentes mais maciços resistem à passagem atmosférica. Geralmente a carcaça do motor e os tanques de pressurização tem essa capacidade. Apesar de não serem partes tão leves, o risco de que eles causem algum dano em solo é extremamente pequeno. Dois terços da superfície do planeta são cobertos por oceanos e as áreas continentais ainda contam com uma enorme quantidade de regiões pouco povoadas ou completamente desabitadas.

No caso dessa reentrada, aconteceu o que era mais provável: ela ocorreu sobre o Oceano Pacífico. E como foi num horário em que era dia por lá, muito dificilmente foi visto ou registrado por alguém.

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