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Ta cada vez pior pro Ministro Alexandre de Moraes

Ofício da PF exalta Ramagem, o defende para diretor-geral e diz que relação com família Bolsonaro é normal

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Em ofício elaborado por delegados próximos a Alexandre Ramagem, a Polícia Federal o defendeu para o cargo de diretor-geral e disse que a nomeação buscou atender o interesse público.

O documento responde a uma consulta feita pela AGU (Advocacia Geral da União) e foi anexado na ação do Supremo Tribunal Federal que suspendeu a indicação feita pelo presidente.

O ofício foi feito por Daniel França, coordenador da segurança de Bolsonaro por um período na campanha, e por Rodrigo Carvalho, que foi subordinado de Ramagem dois anos atrás no RH da Polícia Federal.

França e Carvalho são responsáveis pela elaboração de pareceres em consultas feitas pela AGU.

O documento faz uma defesa firme da trajetória do delegado e também da nomeação dele para o cargo, o que não foi unânime dentro da corporação, por causa da conjuntura política.

“Como defensor da Constituição Federal e dos princípios que a regem, o ministro do STF detém competência para impedir a nomeação em caso de flagrante violação constitucional, mas não está em sua competência avaliar uma presunção de que o indicado, apesar de seu currículo, virá a cometer ilegalidades apenas em razão de ser conhecido do senhor Presidente da República e de seus familiares”, consta na peça.

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Atual diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o policial coordenou a segurança do, na época, candidato a presidente, em 2018, e virou amigo da família.

“A impessoalidade não restou olvidada, já que é da natureza das indicações para cargos de confiança corresponderem ao exercício de algumas funções específicas por servidores que desfrutam da confiança de seus superiores e de seus pares, os quais, por isso mesmo, percebem certa retribuição”.

Fonte: gauchazh.com.br

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Surto de covid no Brasil deve “acabar” depois do Natal, sugere estudo

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Se mantiver o ritmo de aceleração da pandemia de covid-19, o Brasil pode ver o fim do surto do novo coronavírus apenas após o Natal, em 29 de dezembro, segundo projeção do laboratório de inovação de dados da Universidade de Singapura.

Pesquisadores, no entanto, alertam que as previsões devem ser lidas com cuidado, estão sujeitas a alteração e não devem resultar em afrouxamento nas medidas de contenção.

Utilizando dados de pessoas contaminadas, suscetíveis e recuperadas da covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, os pesquisadores projetam qual deve ser o comportamento da doença em diferentes países. Observando padrões, foi possível supor quando a epidemia deve atingir o pico e chegar ao fim que, pela definição, seria o dia do último caso de infecção.

Com o aumento no número de novos casos confirmados no Brasil nos últimos dias, a projeção inicial consultada pelo UOL na terça-feira (5) previa o último caso para 29 de outubro, foi adiada em dois meses. Em 28 de abril, antes do início da aceleração da pandemia, a previsão era de “fim” em 8 de julho.

“A evolução da covid-19 não é completamente aleatória. Como outras pandemias, segue um padrão de ciclo de vida desde o surto até a fase de aceleração, ponto de inflexão, fase de desaceleração e eventual parada ou término”, disse o estudo em 28 de abril.

Para o mundo, a previsão é de que o fim chegue no Réveillon, em 31 de dezembro, o que, na realidade pode indicar que a pandemia ainda deve se estender até o próximo ano, considerando margens de erro das projeções. De acordo com o gráfico, o pico de contaminação mundial ficou em abril.

Assim como o Brasil, o México ainda está em fase de aceleração e, portanto, a previsão pode ser menos acurada para esses locais. Índia, Rússia e Arábia Saudita estariam vivendo os seus picos neste momento.

Confira as projeções para os países mais afetados e o número de óbitos oficiais confirmados segundo a Universidade Johns Hopkins em 08/05:

EUA: 76.032 mortes confirmadas; fim previsto para 18/10

Reino Unido: 31.315 mortes confirmadas; fim previsto para 26/09

Itália: 30.201 mortes confirmadas; fim previsto para 22/10

Espanha: 26.070 mortes confirmadas; fim previsto para 14/08

França: 25.990 mortes confirmadas; fim previsto para 22/08

Brasil: 9.390 mortes confirmadas; fim previsto para 29/12

Projeções podem mudar

A projeção é atualizada continuamente conforme os países computam novos dados, por isso, pode sofrer alterações ao longo do tempo. Além disso, o estudo também alerta que o comportamento dos governos e das pessoas pode influenciar no resultado e prolongar ou adiantar o pico e o possível fim da doença.

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“É um estudo hipotético baseado nos dados que temos até hoje e cuja curva se atualiza diariamente baseada nos novos dados fornecidos pelas fontes”, explica o infectologista especializado pelo hospital Emílio Ribas, Natanael Adiwardana.

“É uma prospecção que muda diariamente. Se é realista, a gente só vai saber quando acabar porque existem inúmeras variáveis que podem não estar contidas e que ainda não foram empregadas pelos pesquisadores. Mas é uma forma de a gente ter uma noção do potencial impacto da doença em cima da comunidade”, avalia.

À época da projeção anterior, que previa o fim da pandemia em julho, muitos estados brasileiros ainda não haviam adotado medidas mais restitivas de isolamento social. Nesta semana, diversas cidades decretaram lockdown.

O mesmo aconteceu com projeções para a Itália e até para Singapura. “As previsões alteradas das datas de pandemia para a Itália podem resultar das medidas de controle do governo e dos comportamentos humanos levemente relaxados na Itália na semana passada. As curvas pandêmicas de Singapura e Itália mudaram ao longo do tempo, à medida que os cenários do mundo real mudaram dinamicamente”, diz o estudo atualizado em 2 de maio.

Adiwardana explica que a atitude da população frente ao distanciamento social é que vai determinar o comportamento da curva.

“Se a população aumentar a taxa de distanciamento social e a gente conseguir controlar a taxa de multiplicação da doença e contaminação, pode ser que o pico acabe sendo muito menor, mas como a gente vai ter uma progressão mais lenta, este pico naturalmente vai a correr mais tarde”.

“Se nós continuarmos nos comportando desta maneira hoje a previsão pode ser que seja esta. Se, pelo contrário, todo mundo abrir mão do distanciamento social, a previsão pode ser, inclusive, menos pior do que o que a realidade vai ser”.

Nathanael Adiwardana, infectologista especializado pelo hospital Emílio Ribas

No site, os próprios pesquisadores alertam que tais projeções podem conter erros. Primeiro porque ela foi idealizada e adaptada para a realidade de Singapura, a aplicação em outros países pode causar simplificações. Segundo porque o comportamento de governos e da população frente à doença pode mudar e alterar o ciclo desta no país.

O professor associado de epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP, Fredi Alexander Quijano, vê discrepância entre os gráficos e a realidade. “Parece que houve generalizações para todos os países o que seria um erro. Muito complicado predizer o momento da queda de casos quando ainda estamos tendo só incrementos e quando sabemos que existem problemas e demoras na identificação e reporte de casos”, diz.

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Eleições e Enem

Terminando ou não na previsão feita pelos pesquisadores, a realidade é que a pandemia ainda deve se mostrar presente em eventos importantes do calendário brasileiro este ano, como as eleições municipais, os vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Até o momento, o governo decidiu não adiar esses eventos. Sobre o Enem, parlamentares defendem a aprovação de projetos que visam o adiamento da prova sob argumentos de que a interrupção das aulas presenciais e a falta de acesso à internet em algumas localidades prejudicam alunos. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, no entanto, pede para que o calendário seja mantido.

As eleições também estão mantidas, mas o governo já fez adaptações para evitar o deslocamento de eleitores neste momento. Está suspenso o cancelamento de títulos que ainda não fizeram biometria e eleitores em situação irregular puderam resolver a situação via internet.

É possível um fim total?

Quijano explica que são muito poucas as doenças de fato erradicadas, mesmo com vacinação. No caso do novo coronavírus, é possível que tenhamos o mesmo cenário da H1N1, em que aprendemos a conviver com o vírus.

“Já estamos aprendendo ou teremos que aprender a conviver com esse risco de doenças respiratórias. Essa pandemia está mudando muito a forma como estudamos, trabalhamos, nos relacionamentos com os outros. Já estamos nos adaptando a essa situação”, explica.

“A julgar por situações análogas, como H1N1 e outras doenças respiratórias transmissíveis, é possível que a gente tenha que se adaptar a conviver com esse risco e a prevenir a transmissão”

Fredi Alexander Quijano, professor associado de epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP

“É pouco provável que a gente volte à vida exatamente de antes da pandemia. Essa pandemia abriu nossos olhas para a necessidade de ampliar o uso da tecnologia”

Natanael Adiwardana, infectologista especializado pelo hospital Emílio Ribas

“A tecnologia que estava encontrando uma grande resistência por dentro de várias áreas, por exemplo a telemedicina, a digitalização de alguns meios, de algumas formas de trabalho, de algumas relações sociais, pode ter surgido. E umas que já existiam podem se intensificar, se transformar. Então, tudo isso vai mudar dentro da área da saúde, dentro da área política e na área econômica”, conclui Adiwardana.

Fonte: UOL

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